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Escavações
Estação Arqueológica
de Santa Cita (Janeiro e Fevereiro)
Localizado na confluência da Ribeira da Bezelga com
o rio Nabão, o sítio de Santa Cita reveste-se de importância científica
(estudo das ocupações do paleolítico médio e do Epipaleolítico;
estudo detalhado do terraço quaternário T6b) e patrimonial (moldagem
e reconstrução do paleosolo do Paleolítico médio, com buracos de
poste), tendo a estratégia de intervenção sido adequada a essa realidade.
Anta
5 da Jogada (Julho)
Na área intervencionada, apenas se escavou as unidades
estratigráficas superiores. A intervenção consolidou a descrição
estratigráfica e a atribuição cronológica definidas em 1998, sendo
mais relevantes os resultados das análises polínicas. Não devendo
considerar-se significativa a não ocorrência de espécies não arbóreas
nos dados dos vales do Nabão e do Tejo (devida á ausência de espectros
polínicos fiáveis, sendo os resultados provenientes do estudo antracológico),
e mesmo tendo em conta que a natureza funcional dos sítios também
distorce os resultados, pode levantar-se a hipótese de que o vale
do Nabão seria dominado, no início do Holocénico médio, por uma
floresta mista mediterrânica, de carvalhos, pinheiro, zambujeiro
e medronheiro, com decréscimo progressivo dos primeiros dois taxa,
e crescimento sobretudo do último, ao longo do Neolítico e Calcolítico.
Processo semelhante regista-se no vale do Zêzere (domínio progressivo
do medronheiro) e, provavelmente, no vale do Tejo. Mesmo aceitando
que a diversidade taxonómica aparente, registada nos estratos mais
antigos, se deveria largamente à selecção antrópica (no caso dos
vestígios antracológicos), os espectros polínicos confirmam uma
degradação progressiva do bioma, evoluindo de paisagens do tipo
bosque (no final do Mesolítico), para a clareira arbustiva (no Calcolítico
pleno). Deve sublinhar-se, contudo, que este processo de degradação
poderá ter causas parcialmente naturais (pode preceder a Neolitização)
e se acelera claramente no IVº e IIIº milénios (correspondendo ao
triunfo do agro-pastoralismo).

Anta 1 do Rego da Murta
(Julho e Agosto)
A Anta 1 do rego da Murta fica situada num eucaliptal,
numa chã, na margem direita do Rego da Murta. No local, ocorrem
igualmente oliveiras e sobreiros. Globalmente, o monumento teria
a passagem para o corredor na zona do esteio 9, sendo a câmara constituída
pelos esteios 10+11, 1, 2+3, 4, 5, 6, 7 e 8. Registe-se que a laje
de cabeceira (nº4) configura um contorno de grande estela antropomórfica.
Assim, a Anta 1 do rego da Murta é um monumento octogonal, com cerca
de 7 metros de diâmetro maior, que teria um corredor orientado para
SE. Os artefactos entretanto registados indicam uma clara filiação
no universo artefactual das grutas do Vale do Nabão, designadamente
nos contextos dos finais do IVº/inícios do IIIº milénios A.C.: cerâmica
escassa, indústria lamelar, geralmente sem retoque, micrólitos.
Inscrições de participação:
Alexfiga@ipt.pt
Estação
Arqueológica da Ribeira da Atalaia (Julho, Agosto e Setembro, enquadrada
também num Campo de Trabalhos Internacional, apoiado pelo IPJ)
A zona de intervenção situa-se no margem esquerda
da Ribeira da Ponte da Pedra, ou Ribeira da Atalaia, na localidade
de Atalaia, Freguesia de Atalaia, Concelho de Vila Nova da Barquinha,
distrito de Santarém, poucos quilómetros antes da confluência desta
ribeira com o Rio Tejo. Dado que as conclusões dos estudos passados
apontavam o terraço denominado Q3 como a unidade estratigráfica
que contém o maior número de artefactos líticos, foi escolhida uma
área pertencente a este terraço para uma intervenção a longo prazo.
A escolha do lugar da intervenção foi efectuada também tendo em
consideração a possibilidade de examinar o mais possível o contexto
estratigráfico do terraço médio do Rio Tejo, para uma melhor correlação
entre as industrias líticas e as camadas sedimentarias.

Parque
Industrial da Barquinha (Julho)
Na abertura dos cortes de terreno para implantação
do Parque Industrial, surgiram materiais associados ao terraço quaternário,
cujos desenhos foram enviados juntamente com o requerimento dos
trabalhos.
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