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Castelo de Penas Róias

Imponência
da Torre
Localização:
Distrito: Bragança
Concelho: Mogadouro
Lugar: Penas Róias
Região: Trás os
Montes e Alto Douro
Área
Turístico-Promocional:
Montanhas
Património
Classificado (tipo de classificação):
Imóvel de Interesse
Nacional
IPA :
Monumento
Nº IPA :
0408120006
Protecção : MN, Dec. nº 34 452, DG 59
de 20 Março 1945
Afectação :
IPPAR, DL 106F/92, de 01 Junho
Órgão: Região de Turismo do Nordeste
Transmontano
Caracterização:
·
Área:
O
concelho do Mogadouro:
Tem
aproximadamente
de 755,83 Km2
Penas
Róias é uma das freguesias de Mogadouro.
População
(habitantes): 12188
Densidade
Populacional: 16,2 Habitantes/ Km
Utilização
Inicial: Militar
Utilização Actual:
Devoluto
Pública: estatal
Entidade Responsável:
Entidade Responsável: Instituto Português
Património Arquitectónico e Arqueológico
(Palácio Nacional da Ajuda
1300 LISBOA
Tel.: 213 620 264
Fax.: 213 648 223
·
Distância face a outros aglomerados urbanos:
10 Km Mogadouro
20 Km Sendim
15 Km Algoso
Dias de visita:
Todos os dias pois
está sempre aberto, devido ao seu estado de degradação é impossível
controlar as visitas.
Horário:
Pode ser visitado a
qualquer hora e a qualquer dia da semana.
Preço:
A entrada é
gratuita
N.º de
visitantes ano:
Não estão
contabilizados pois não há um controle do numero de visitas, não
há venda de bilhetes, não está lá ninguém para nos receber logo
qualquer pessoa o pode ir visitar sem que as entidades locais tomem
conhecimento.

Vista Sul
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Vista Oeste
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Elementos
Históricos:
Pouco
ou nada se sabe do passado desta povoação do concelho de Mogadouro.
Pensa-se que terá tido fundação lusitana e que foi posteriormente
ocupada por romanos e muçulmanos.
Quando
a fortaleza romana caiu em poder dos cristãos, o rei de Leão
doou-a à Ordem dos Templários, que se encarregou de a repovoar e
defender, reedificando a fortaleza romana.
Durante
o reinado de D. Sancho I, foi novamente repovoada a vila de Penas
Róias,
passando a concelho.
Mais tarde, em 1319,
D. Dinis transferiu a povoação para a Ordem de Cristo, sendo provável
que lhe tenha também mandado restaurar as muralhas e o castelo.
O castelo ergue-se a
cerca de 80 metros da aldeia de Penas Róias, com acesso por caminho
sinuoso e pedregoso que se situa a Este. único ponto que
necessitaria de defesa mais cuidada.
A
aldeia de Penas Róias possuía um sistema defensivo bastante
humilde. Era constituído por uma cerca amuralhada com quatro
cubelos (dois facetados e dois cilíndricos) e uma torre
quadrangular no centro da praça de armas, à qual se acedia por uma
única porta, bem defendida.
Actualmente,
apenas resta uma torre do que em tempos fora um importante castelo
Templário.
Do
monte onde se levantava o castelo e onde existem hoje restos de
muros e cubos medievais, pode admirar-se a linda paisagem que, entre
outras coisas, inclui a igreja de Azinhoso e, mais ao longe,
Mogadouro.
Cronologia:
1166
- Início da construção do castelo de Penas Róias; a mando de
Gualdim Pais, Mestre Geral dos Templários;
1258
- Inquirições de D. Afonso III sobre o local;
1272
- Concedido foral por D. Afonso III a Penas Róias e Mogadouro;
1273
- Nova concessão de foral a Penas Róias por parte de D. Afonso III;
1512
- D. Manuel dá Foral Novo;
1977
- Descobertos restos de colunas quando se lavrava a terra.
Tipo de
Arquitectura:
O castelo de Penas Róias é uma fortaleza
militar medieval que foi pertença dos Templários, mas que
actualmente se resume a pouco mais que uma torre alcantilada, de
planta quadrangular com 5 metros de lado, de aparelho simples à
base de xisto quartzítico misturado com argamassa.
A
cantaria predomina nas janelas existentes a sul e a este. A porta
situa-se a oeste, a cerca de seis metros de altura, e é
igualmente feita de cantaria. No lintel podemos observar a
cruz pátea templária com a seguinte inscrição: “Gualdim
Pais, mestre geral dos Templários, mandou fazer o castelo de Pena
Roia, iniciando os trabalhos a 4 das Calendas de ... era de 1204
sendo freires assistentes frei João Francisco ...”.
A
estrutura frágil da torre não permite o acesso à mesma. Perto
dela existe uma pequena torre circular com uma base em talude de
execução recente.
Acesso
Pedonal e automóvel ao local.
Intervenção
Realizada:
DGEMN:
1977 / 1978 -
consolidação das muralhas, da base do lado Norte da torre e
fechamento das juntas das paredes da torre de menagem.
Relação histórica
e cultural com castelos vizinhos:
Os Castelos aos
quais o de Penas Róias está infimamente ligado é aos castelos de
Algoso, Mogadouro e Miranda do Douro bem como, embora mais deslocado
com o de Bragança, constituindo no seu conjunto o núcleo duro do
Nordeste transmontano.
No castelo de Algoso residia o representante
do rei que arrecadava os direitos reais em terra de Miranda e Penas
Róias.
Certos pormenores
levam à conclusão de que houve uma certa pressa na edificação.
Esta torre / castelo fazia com Vimioso e Mogadouro um sério
conjunto defensivo
Pelo seu tipo a
torre de Penas Róias é semelhante à de Idanha-a-Velha e neste
caso seria mais uma torre de Atalaia.
Outras
Informações:
Contactos:
v
Região de Turismo do
Nordeste Transmontano
Largo do Principal
5300-054 Bragança
Tel.: 273 331 078 Fax.: 273 331 913
v
Câmara Municipal de
Mogadouro
Tel.:
279 341 310 Fax.:
279 341 874
(www.cm-Mogadouro.pt)
v
Posto de Turismo
Largo
de S.Cristo,
Tel.:
279 343 847
Bibliografia:
ALMEIDA, João de, Livro das Fortalezas de
Duarte Damas, Editorial Império, Lda., Lisboa, 1943.
ALVES, Francisco Manuel, Memórias Arqueológico-Históricas
do Distrito de Bragança, Bragança, 1990.
Guia de Portugal - Trás-os-Montes e Alto
Douro II, Lisboa, 1988.
LOPO, Albino dos Santos Pereira, Apontamentos
Arqueológicos, Braga, 1987.
Sites da Internet:
Direcção Geral dos Monumentos Nacionais (www.monumentos.pt)
Desdobráveis de promoção turística
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