Levantamento dos Castelos e Fortalezas de Portugal


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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(em preparação)

 

 

 

Castelo de Veiros

 

 

Localização:

 

Distrito: Évora

Concelho: Estremoz

Freguesia: Veiros

Região: Alto Alentejo

Área Turístico-Promocional: Planícies

 

Património Classificado:

 

Imóvel de Interesse Público

IPA: Monumento

Nº IPA: 0704130019

Protecção: IIP, Dec. nº 41.191, DG 162 de 18 Julho 1957

Órgão: Região de Turismo de Évora

Entrada do Castelo e pormenor das muralhas

Pormenor da muralha

 

Caracterização:

·        Área: 

 

O concelho tem aproximadamente de 514 Km2.

Veiros é uma das freguesias do concelho de Estremoz.

  • Densidade populacional do concelho: 

População (habitantes): 14 510.

Densidade Populacional: 28 Habitantes/ Km2

  • Propriedade: Privada.

Utilização Inicial: Militar

Utilização Actual: Marco histórico-cultural

 

·        Distância face a outros aglomerados urbanos:

 

8 Km de Estremoz

12 Km de Monforte

 

Dias de visita: 

Todos os dias úteis, pois a chave está a cargo da Junta de Freguesia de Veiros.

 

Horário:

De Segunda a Sexta-feira entre as 9:00 – 12:30 / 14:00 – 17:30

 

Preço: 

A entrada é gratuita

 

N.º de visitantes ano:

Não estão contabilizados pois não há um controle do número de visitas, não há venda de bilhetes, a Junta de Freguesia não faz a contagem dos visitantes.

 

 

Porta das muralhas do castelo

Vista geral do castelo

 

 

Elementos Históricos: 

 

É uma povoação muito antiga, que alguns baseados no nome , dizem já existir na época Romana.

D. Afonso II conquistou-a em 1217 e mandou-a povoar. Foi sede de Concelho, abolido em 1855, e foi anexado em 1895 a Estremoz, Veiros pertenceu ainda aos concelhos de Fronteira e Monforte.

No castelo de Veiros, cuja fundação é atribuída aos Romanos teve origem a casa de Bragança, pois nele nasceu, em 1377, o que viria a ser o primeiro Duque de Bragança, D. Afonso, filho do Mestre de Avis com D. Inês Pires, natural de Veiros, filha de Pêro Esteves, o “ Barbadão”.

A alcunha de Barbadão  posta a Pêro Esteves deve-se ao facto deste ter tido tão grande desgosto ao saber das relações de sua filha com o Mestre de Avis que em sinal de protesto, nunca mais a quis ver e jurou e cumpriu que nunca mais faria a barba. O túmulo de Barbadão encontra-se ainda em Veiros, na igreja de Nª Sra do Mileu, séc XIII / XIV.

O Castelo de Veiros tinha quatro portas, ligadas por fortes muralhas, uma delas teve a Torre de Menagem, tendo sido das mais altas e fortes de Portugal, podendo ainda ver-se, em parte essas fortificações, apesar de terem sido atingidas por uma explosão de pólvora, proeza de D. João de Áustria.

A povoação, tomada por Dom Afonso II em 1217, é tida por existir desde tempos remotos tavez ptotohistóricos, tendo nome romano de Valerivs. Uma colina escarpada com posição vigilante sobre um vasto horizonte estratégico, dominando as correrias na campina «estremeña», é provável que estivesse dotada de defesas desde tempos recuados.

 

 

Tipo de Arquitectura:

 

Castelo militar do séc. XIV (de alvenaria roqueira, cantaria de granito, mármore em elementos secundários), sendo provável que houvesse fortificação antecedente, a edificação dos muros actuais começou em 1308.

 

A cerca de muralha de linha sinuosa acompanhando as curvas de nível da morfologia, com planta em esboço de trapézio com vector axial Este-Oeste e virando os pórticos aos pontos cardeais, definindo uma estrutura ortogonal regular, é edificada em alvenaria de xisto, com paramentos baixos com cerca de dois metros de espessura, coberta de adarve. Conserva nove torres. Seis, de frente arredondada, enquadram os pórticos Norte, Sul e Oeste Outras duas, uma circular e outra quadrangular, vigiam e defendem o amplo paramento Norte. No vasto terreiro definido pelos escombros, jaz cravada a lápide fundadora da reedificação dionisína, belo espécimen epigráfico sobre uma longa laje lavrada dividida em três tramos, que aparenta ter sido elemento de verga ou friso retabular românico, ou gótico recuado

 

Arquitecto / Construtor / Autor

Pedro Abrolheiro - mestre da obra, comprovado por epígrafe (cf. descrição) em 1308

 

Intervenção Realizada

1939 - restauro geral;

CME: 1998 - 2000 - obras de recuperação no âmbito do Plano Global de Intervenção do Centro Rural de Veiros.

 

Relação histórica e cultural com castelos vizinhos: 

O castelo de Veiros, juntamente com o de Monforte, Campo Maior, Ouguela, tinham como objectivo a defesa da região, impedindo as invasões espanholas ao reino de Portugal. Também tiveram um importante papel na Reconquista Cristã.

 

Outras Informações: 

A gastronomia é muito rica e variada, predominando a carne de porco, o borrego, as sopas tradicionais de pão condimentadas com ervas aromáticas, os queijos e os enchidos. Vinho tinto produzido em região de origem controlada. Doces de amêndoa e ovos.

No concelho existem cerca de 60 artesãos que expõem anualmente os seus trabalhos na Feira de Artesanato que se realiza em maio no rossio da cidade de Estremoz.

 

Contactos:

v     Região de Turismo de Évora

Rua de Aviz, 90

7000 – 591 Évora

Tel.: 266 742 534/5   Fax.: 266 705 238

E-mail: rte@ip.pt

v     Câmara Municipal de Estremoz 

Serviços de Turismo

Largo da República, 26

7100 Estremoz

Tel.: 268 333 541

Horário: 9:00 – 12:30 / 14:00 – 18:00

 

Bibliografia

 

CUNHA, António Maria, Monografia Geral sobre a Freguesia de Veiros, Associação de Desenvolvimento de Montes Claros, Maio de 2000.

 

ESPANCA, Túlio, Inventário Artístico de Portugal – Distrito de Évora, Lisboa, 1975.

 

Desdobráveis de promoção turística.

 

CD dos Castelos de Portugal 99.

 

Sites da Internet:

Direcção Geral dos Monumentos Nacionais (www.monumentos.pt)

www.min-plan.pt/ppdr/cenrur/veiros.htm